| BRASIL FECHA 2025 COM QUASE 73,5 MILHÕES DE CONSUMIDORES INADIMPLENTES, APONTA SPC BRASIL
Publicada em: 16/01/2026 19:37 -
| BRASIL FECHA 2025 COM QUASE 73,5 MILHÕES DE CONSUMIDORES INADIMPLENTES, APONTA SPC BRASIL
......O Brasil encerrou o ano de 2025 com um número recorde de consumidores inadimplentes. De acordo com o Indicador de Inadimplência de Pessoas Físicas, divulgado pelo SPC Brasil em parceria com a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), quase 73,5 milhões de brasileiros terminaram o ano com o nome negativado.
Os dados mostram que, somente em dezembro, 73 milhões e 490 mil consumidores estavam com pelo menos uma conta em atraso. Na prática, isso significa que 44 em cada 100 brasileiros adultos chegaram ao fim de 2025 inadimplentes, ou seja, quatro de cada dez consumidores do país.
O levantamento revela ainda que o total representa um aumento de aproximadamente 10% em comparação com dezembro de 2024, consolidando o maior índice de inadimplência já registrado no Brasil.
Segundo a CNDL, o crescimento anual do número de devedores foi impulsionado, principalmente, por dívidas com tempo de atraso entre quatro e cinco anos, que correspondem a quase 33% do total de registros negativos.
Outro dado que chama atenção é o valor médio das dívidas. Em dezembro, cada consumidor negativado devia, em média, R$ 4.832,98, considerando a soma de todos os débitos em aberto. Apesar disso, uma parcela significativa das dívidas é de baixo valor: cerca de 31% dos consumidores tinham pendências de até R$ 500, percentual que sobe para aproximadamente 44% quando consideradas dívidas de até R$ 1.000.
O estudo também aponta que os bancos lideram o ranking dos maiores credores. As dívidas com instituições financeiras representam 65% do total de registros de inadimplência. Na sequência, aparecem as contas básicas, como água e energia elétrica, que também figuram entre os principais compromissos em atraso.
Para especialistas, os números refletem o impacto do custo de vida elevado, do endividamento prolongado e da dificuldade de reorganização financeira das famílias brasileiras, reforçando a importância de políticas de educação financeira e renegociação de dívidas para reduzir o avanço da inadimplência no país.